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© 1998 por Canil Villa Dumont
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São Paulo - Brasil

O BULLDOG FRANCÊS

Pequeno, compacto, com carinha amassada e orelhas de morcego, esse é o Bulldog Francês.

Raça que esta ganhando cada vez mais admiradores pela sua simpatia e carisma.

Quem não conhece acha que é valente por sua aparência exótica. Porém, basta passar 5 minutos na companhia de um para saber que sua docilidade e carisma não têm limites.

    

APARÊNCIA

Esse pequeno geralmente pesa entre 8 e 14 kg, e tem uma altura média de 35 cm de cernelha.

Apesar de seu pequeno tamanho, o Bulldog Francês é uma raça muito masculina, como um tourinho em miniatura. O que chama a atenção das pessoas é sua cabeça quadrada, com suas orelhas de morcego e olhos arredondados e observadores. O focinho é muito largo e a pele na cabeça parece "estar sobrando", por causa de suas adoráveis rugas. 

 

TEMPERAMENTO

O Bulldog Francês pode parecer atrapalhado, mas se move muito graciosamente.

Apesar do temperamento variar, assim como varia no homem, em geral eles são uma verdadeira alegria para todos de casa. 
Ao ver criança eles costumam se encher de entusiasmo e vai logo se enturmar. O frenchie adora ser sempre o centro das atenções e sem pudor algum se envia no meio da roda de amigos e tão logo começa a encantar a todos.

O Bulldog Francês é um cãozinho muito confiante, talvez até meio convencido. Por esta razão, não sentem necessidade de latir nem de ter medo de outros cães, o que deixa alguns cães maiores desconsertados e perplexos, por não ser nada típico de raças pequenas. 

 

ESTILO DE VIDA
Uma das características positivas é que eles se adaptam facilmente. Com um frenchie, você pode fazer qualquer coisa que gosta e morar em qualquer lugar. Ele sempre está feliz em passear ou então brincar, mas preferem mesmo é o conforto e a boa vida. 

Eles dão muito certo em espaços pequenos como apartamentos, pois preferem a companhia acima de qualquer palacete. Não são latidores excessivos, os vizinhos muitas vezes chegando a achar que não moram ao lado de um apartamento com cães. Além disso, a necessidade de exercício de um bulldog francês é inteiramente dependente do gosto de seu dono. Os frenchies ficam felizes em dar uma voltinha básica ou até um passeio daqueles.

Não se sinta traído quando ele for abordado por outras pessoas e se derreter completamente... A companhia que o bulldog francês escolhe não é muito selecionada. Se for necessário, ele brinca com qualquer um, literalmente. Tudo que precisa é de um pouco de atenção e carinho, e qualquer um pode ser o novo-melhor-amigo-de-seu-Bulldog-Francês do dia. 

 

PARTICULARIDADES
Dependência extrema do dono. Depois de experienciar a vida com um francesinho, você provavelmente achará todas as outras raças totalmente entediantes. Eles também não são bons nadadores e o perigo de ataque de calor também é muito grande, então caminhadas em dias ensolarados não são recomendadas. O Buldogue Francês pode ter problemas de pele, típicos de cães com pelagem curta, além de alguns problemas do coração e da coluna, típicos de raças pequenas. 

SAÚDE

Todo cão de focinho achatado são cães BRAQUEOCEFÁLICO. 
 

O resultado de suas vias respiratórias compactas é sua inabilidade de regular efetivamente sua temperatura. Enquanto um cão normal pode sofrer com o calor  até um certo grau, para um Buldogue Francês isso pode ser letal. É imperativo que eles sejam protegidos de temperaturas extremas por todas as horas, e que eles tenham sempre acesso à água fresca e sombra.

 

Bulldogs Franceses também tem uma tendência a terem problemas oculares.
É comum acontecer o prolapso da terceira pálpebra (olho de cereja ou cherry eye).                                                                               Glaucoma, úlceras da córnea e catarata juvenil são outras condições que podem atingir os Buldogues Franceses, porem com menor intensidade.

 

Buldogues Franceses também podem sofrer de vários problemas de espinha/costas.
A maioria deles está provavelmente relacionada ao fato de serem uma raça seletamente escolhida de exemplos anões de raças de Bulldog. Essa condição também é conhecida como condrodisplasia.

 

Doenças de tireoide também podem ser responsáveis por alguns problemas de pele que afetam alguns Buldogues Franceses. Alergias, cistos interdigitais e lambimento obsessivo de patas podem também afetar a raça. 
 

No Brasil, um dos maiores problemas é a Sarna Demodécica.

 

Bulldogs Franceses frequentemente requerem parto cesárea para dar a luz à seus filhotes, assim como os machos não são capazes de realizarem uma monta natural, sendo necessária uma ou várias inseminações artificiais. As fêmeas da raça também podem sofrer do chamado 'cio seco', que pode ser um efeito colateral de uma doença de tireóide ou alguma função da tireóide que está debilitada.

 

Displasia coxo femoral: É uma malformação da articulaçao do quadril, que resulta em dor, claudicação (manqueira) e artrose.

 

Falando um pouco sobre a Demodécica:

A Sarna Demodécica, também conhecida como Sarna Negra

 

Todos morrem de medo dela! Inclusive os criadores de cães.

 

Desde o advento do Google, todo mundo é meio-entendido em tudo: meio-chef de cozinha, meio-advogado, meio-jornalista, meio-fisioterapeuta, meio-médico, meio-dentista, meio-arquiteto, meio-paisagista e, por que não, meio-excelente veterinário? :)

Ainda há que se considerar que essa doença também é polêmica no meio profissional.

Como a ciência e a tecnologia são "voláteis", um veterinário precisa estar atualizado; utilizar os conhecimentos adquiridos láááá na época da faculdade não é o suficiente para lidar com as bases celulares da patologia.

Por isso, talvez, tantas informações atravessadas sobre o tema, em todos os meios.

 

Enquanto os filhotes vivem no ambiente uterino da cadela, diz-se que eles são "germ free".

A mesma coisa acontece com os humanos. Enquanto a mulher gesta, seu filho está protegido da maioria dos microorganismos que entra em contato com a mãe.

 

Somente após o nascimento, é que a microbiota (o termo "flora" está em desuso) da pele e das mucosas vai sendo povoada por bactérias, fungos, ácaros e outros microorganismos. E este é um processo contínuo, que ocorre por toda a vida do indivíduo.

 

No caso dos humanos, a boca possui - no mínimo - 500 espécies de bactérias distintas, além de fungos. Por mais incrível que pareça, para cada célula humana em nosso corpo, há 10 células de microorganismos aderidas ao nosso corpo (interna e externamente), que somam algo em torno de 1 kg de peso.

Não há problema algum em conviver com todos estes microorganismos, pelo menos para mim, que não sou imunodeprimida.

 

Com os cães, o mesmo processo ocorre.

Tão logo saem do ambiente uterino, entram em contato com microorganismos e dá-se início à colonização de pele e mucosas destes filhotes.

 

Bem, a história da sarna demodécica começa aí.

 

O que todas as pessoas precisam entender é que 100% dos cães possuem um ácaro, em pequenas quantidades na pele, chamado demodex canis.

Podem ser os sharpeis da Xuxa, pode ser o Barney - scottish terrier - do, ainda, presidente Bush, pode ser o Leo que chegou do Canadá, podem ser os vira-latas de meu pai. TODOS, absolutamente todos os cães da face da terra possuem um ácaro na pele/pêlo, chamado demodex canis.

 

E, claro, quando os filhotes nascem, eles entram em contato com a mãe e adquirem este ácaro. Assim como também adquirem streptococcus, staphilococcus, lactobacilos, fungos e outros microorganismos.

ISSO É NORMAL! Não há nada de errado com isso. Cães não ficam doentes porque a mãe tem o ácaro na pele.

 

Até 1 ano de idade, a imunidade do filhote é MUITO flutuante.

Por isso, muitos humanos de estimação se impressionam com a necessidade de constantes visitas ao veterinário, no primeiro ano de vida. Depois dos 2 anos de idade, tudo muda.

 

Durante essas flutuações de imunidade, muito comuns no 1º ano de vida, os microorganismos da pele - que também são oportunistas - podem se desenvolver MAIS, alterando o equilíbrio da microbiota normal.

Por isso, podem surgir áreas com perda de pêlo provocadas por fungos, bactérias ou pelo demodex canis.

Com esses microorganismos é assim: bobeou a gente pimba!

 

Este quadro de demodicose na infância não pode ser, definitivamente, taxado como aquela doença terrivelmente temida que ocorre na vida adulta, em ciclos repetidos, até o final da vida do cão.

A proliferação exacerbada do demodex canis na infância pode nunca mais recidivar, uma vez tratada, ou pode ocorrer em outros episódios, que sumirão na fase adulta.

A SARNA DEMODÉCICA "legítima" é uma questão imunológica, pois há contínua flutuação de imunidade, mesmo com o cão em idade adulta.

 

O professor de Dermatologia, do curso de Medicina Veterinária de SP, DR. RONALDO LUCAS, faz uma ótima analogia com relação à manifestação precoce do demodex canis: "O fato de alguém tomar um porre, não o qualifica como alcoólatra".

Texto retirado do blog: : http://villechamonix.blogspot.com/2008/11/desmistificando-um-mito.html#ixzz39e0Z4gc3